16 de out de 2015

Você foi o meu melhor erro

Você foi o meu melhor erro, mas você é a última vez que eu faço isso. Não me arriscarei mais. Não cometerei mais erros. Você foi o último.

Assim costumam ser as coisas, sempre jogamos a culpa no outro. Claro que o erro foi ele. Claro que ele é totalmente culpado. E eu? Por que não eu? Por que eu não sou culpada? Sou isenta de todo erro? Não. Não é. Apenas segue a linha de raciocínio humano. Eu fiz tudo certo e você é o culpado. A culpa é dele. A culpa é sempre dele. Coitado.

Hoje levantei com um propósito: Erros como você não serão mais cometidos por mim. Garota ingênua que se deixa levar. Ingênua. Boba. Iludida. Talvez por acreditar que você, meu pequeno erro, poderia se tornar um acerto algum dia, insisti demais. O fato é que você não pertence a mim. Você não pertence nem a si mesmo. "Pessoas que não pertencem a si mesmas, não podem pertencer a outras". E você não pertencia a ninguém. Assim que você gosta de viver. Sem agarros sentimentais. Sem algemas de emoções. Sem pertencer nem a si mesmo. E eu, por um milésimo de segundo acreditei que tudo isso mudaria. Acreditei que eu e você poderíamos pertencer somente a nós mesmos. Juntos. Também cheguei a imaginar nossos filhos e nossa casinha com varanda, mas isso é assunto de outro texto. O fato é que no final eu apenas fantasiei toda a história. Você sempre foi assim, desprendido. Eu sempre fui assim, sonhadora. Não formaríamos um casal certo, mas em minha cabeça, formaríamos um belo erro.

Erros são cometidos a todo momento e infelizmente alguns deles continuam sendo erros, enquanto outros passam a ser belos erros que deram certo de alguma forma. E você, não foi meu erro mais certo. Você foi meu erro mais bonito.